O projeto não é um único arquivo de cálculo. É uma cadeia de decisões que transforma dados do parque em critérios, critérios em configurações, configurações em implantação e implantação em um cadastro operacional confiável.
Gate 1 — Inventário e qualidade dos dados.
Consolide pontos, localização, ativos existentes, rede, geometria, fotos, consumo, falhas e fontes de informação. Para cada campo relevante, registre origem, data, cobertura e confiança.
Saída: base de inventário versionada, lacunas conhecidas, plano de levantamento complementar e amostra de verificação.
Gate 2 — Premissas e critérios.
Defina classes ou categorias adotadas, uso do espaço, usuários, cenários críticos, restrições ambientais e urbanas, metas, método de cálculo e critérios de aceite. Separe requisitos obrigatórios de preferências e hipóteses.
Saída: caderno de premissas aprovado, matriz de requisitos e registro das decisões que dependem de confirmação.
Gate 3 — Projeto luminotécnico e engenharia.
Modele geometrias representativas, selecione configurações reais, use arquivos fotométricos rastreáveis e avalie pontos críticos. Verifique também interfaces elétrica, mecânica e de controle, além de manutenção e compatibilidade com o parque.
Saída: memorial, simulações reprocessáveis, lista de configurações, desenhos e requisitos de implantação.
O código que aparece no projeto deve continuar reconhecível na proposta, na documentação, na amostra, no lote recebido e no cadastro final.
Gate 4 — Contratação e matriz de evidências.
Transforme o projeto em requisitos verificáveis. Defina documentos, ensaios, registros, amostras, rastreabilidade, garantia, critérios de equivalência, responsabilidades, prazos e tratamento de não conformidades.
Saída: especificação técnica, matriz requisito–evidência–responsável, procedimento de análise e condições de aceite.
Gate 5 — Recebimento, instalação e comissionamento.
Confira lote e identidade, faça a amostragem prevista, controle armazenamento e registre posição, orientação, montagem e alterações de campo. Equipes precisam receber instruções compatíveis com o projeto.
Saída: registros de recebimento, relatórios de instalação, não conformidades, correções e cadastro “como construído”.
Gate 6 — Verificação e aceite.
Execute inspeções e medições previstas com procedimento, instrumentos, condições e amostragem definidos. Compare o resultado com os critérios acordados e documente desvios, justificativas e correções.
Saída: relatório de aceite, pendências, responsáveis, prazos e decisão formal sobre cada conjunto avaliado.
Gate 7 — Operação assistida e manutenção.
Entregue inventário final, garantias, manuais, peças, planos de manutenção e responsabilidades. Acompanhe falhas iniciais, ajuste procedimentos e preserve o histórico das intervenções.
Se houver telegestão, valide cadastro, comunicação, eventos, permissões, logs, integrações e contingência como um sistema próprio.
Saída: base operacional confiável, indicadores definidos, rotina de manutenção e encerramento documentado da operação assistida.
Resumo dos gates.
| Gate | Pergunta de decisão | Evidência mínima |
|---|---|---|
| Inventário | Sabemos o que existe e a qualidade dos dados? | Base versionada e amostra verificada |
| Premissas | O resultado esperado está explícito? | Critérios aprovados |
| Projeto | As configurações atendem aos cenários? | Cálculos e arquivos rastreáveis |
| Contratação | É possível conferir o que será entregue? | Matriz de evidências |
| Implantação | O executado preserva o projeto? | Registros e cadastro final |
| Aceite | Os critérios foram demonstrados? | Relatório e pendências |
| Operação | O parque pode ser mantido e auditado? | Inventário, garantias e rotina |

